Depois: Junho de 2008.
Solução com solo grampeado em um talude com 30 metros de altura no alto de um morro.
Região de Itaipava - Petrópolis - RJ
Antes: Abril de 2007.
Acidente em encosta. Chuva com precipitação acima dos 100 mm.
Solo constituido de argila porosa e logo abaixo de uma fina camada orgânica e sobre camada de areia variando de pouco e medianamente compacta até à compacta.
Neste projeto pude conversar com o eng. Mozart, que me auxiliou com valiosas orientações relativas à drenagem.
O projeto seguiu a orientação ABMS - Métos Empíricos. Gride dos grampos eV = eH = 200 cm. Os grampos em aço CA-50B e diâmetro de 25 mm. A perfuração foi realizada a trado e em alguns pontos com água. Comprimento dos grampos 4 e 6 metros. Diâmetro dos furos 100 mm.
Execução:: Empreiteira MaicMar

Outubro de 2005.
Obra também executada em solo grampeado e revestimento em concreto projetado. Altura total 15 metros.
A parte mais interessante nesta obra foi poder esclarecer o cliente sobre a diferença entre os projetos básico e executivo. Neste caso mudou-se os comprimentos dos grampos na parte superior de 12 metros para 6 metros, ao passo que devido a presença de lençol freático no pé do talude aumentou-se o comprimento dos grampos de 6 metros para 9 m. O projeto utilizou 1200 metros lineares de grampos de 25 mm de diâmetro.
Utilizou-se o software GeoStudio com Método de Bishop e cunha virtual para F=1,6.
Execução:: Empreiteira MaicMar
Prezado Ivan. Parabéns pelas soluções! É com esses exemplos de técnicas, especialmente as de baixo custo, que se pode viabilizar a relação "moradiaXserra". Concordo com os colegas da UFRJ, e não é novidade para nós que vivemos na Serra, que efetivamente temos uma "bomba-relógio" nas encostas. Não podemos pecar por omissão. É preciso projetar e tornar realidade um planejamento urbano URGENTE, baseado essencialmente na técnica, a fim de se priorizar a vida humana, respeitando e preservando os recursos naturais, atropelando as burocracias. Para isso, é fundamental que a sociedade civil e os governos dêem mais valor aos profissionais da área tecnológica, ao invés de só tomar atitudes sob a chibata dos togados.
ResponderExcluirRicardo Barelli
Acrescentando ao comentário anterior: sem bairrismo, pois toda ajuda é bem vinda, mas na região há muitos profissionais de engenharia e arquitetura com "expertise" em terrenos acidentados.
ResponderExcluirRicardo Barelli
Olá Ricardo,
ResponderExcluirConsigo ver como solução urgente a criação do Instituto Geo Petrópolis.
Temos todas as possibilidades!
É necessário um longo trabalho, concorda?
Penso em um programa de drenagem, com o objetivo de atenter grande parte da população, como parte da iniciação de nosso trabalho.
O que pensas ?